Notícias

OPERAÇÃO ACOLHIDA

Operação Acolhida reforça cuidados na estratégia de interiorização de venezuelanos

publicado: 25/03/2020 11h23, última modificação: 26/03/2020 12h28
Ministério da Cidadania coordena a estratégia de interiorização e apoia Estados e municípios que recebem imigrantes oriundos da crise humanitária na Venezuela

Mesmo diante do fechamento da fronteira com a Venezuela em função da crise sanitária provocada pelo vírus Covid-19, a Força Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida reforçou os cuidados com a interiorização dos venezuelanos que já estão em abrigos no Brasil. Para isso, adotou medidas adicionais em todas as etapas dos processos conduzidos, como o estabelecimento de Áreas de Proteção e Cuidado, em Pacaraima, Boa vista e Manaus e, também, o monitoramento clínico por duas semanas após a chegada do imigrante ao seu local de destino.

O Subcomitê Federal de Interiorização, coordenado pelo Ministério da Cidadania, é responsável pelo processo de aprovação da transferência dos imigrantes das cidades de fronteira para outros estados brasileiros. Essa é a principal estratégia do governo brasileiro para promover a inclusão socioeconômica daqueles que chegam.

Força Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida reforçou os cuidados com a interiorização dos venezuelanos. Foto: Mauro Vieira


Para não promover risco aos estados que acolhem os imigrantes, o governo estabeleceu o reforço dos filtros sanitários na fronteira, a inspeção médica adicional por ocasião de ingresso nos abrigos, a prioridade para a interiorização de pessoas que já estejam abrigadas pela operação e o monitoramento clínico por até duas semanas após a chegada aos locais de destino.

Além da coordenação da estratégia de interiorização, o Ministério da Cidadania vem apoiando estados e municípios que recebem imigrantes oriundos da crise humanitária na Venezuela para que organizem abrigos temporários e essas pessoas não fiquem expostas a situação de rua.

A coordenadora do Subcomitê Federal de Acolhimento, Niusarete de Lima, explica que, caso alguma pessoa que esteja apta para a interiorização apresente sintomas suspeitos ou resultado positivo para o vírus, a viagem fica suspensa até o completo restabelecimento.

“Não há possibilidade de um migrante ou refugiado venezuelano, que tenha sido interiorizado pelos processos da Operação Acolhida, estar em desacordo com os padrões de segurança estabelecidos pelo Ministério de Justiça e pela Anvisa”, afirma.

“A Operação Acolhida reitera seu compromisso com as autoridades dos locais de destino e com os respectivos parceiros receptores, no sentido de manter os altos padrões de segurança sanitária estabelecidos desde o início das suas atividades”, explica.

O que é?
A Operação Acolhida é uma grande força tarefa humanitária, coordenada pelo Governo Federal, composta por 11 ministérios, com apoio de agências da ONU e de mais de 100 entidades da sociedade civil, para oferecer assistência emergencial aos migrantes e refugiados que entram pela fronteira com Roraima. Mais de quatro mil militares serviram na missão desde o seu início A estratégia de interiorização começou em abril de 2018. Até o final de fevereiro, foram interiorizadas mais de 33,3 mil pessoas para mais de 492 cidades brasileiras. Somente em fevereiro, mais de três mil venezuelanos receberam acolhimento em municípios brasileiros. A expectativa para março é passar de dois mil interiorizados.

Ascom – Ministério da Cidadania